PÁSSARO MARINHO A Poesia Interminável · Capítulo 55 de 192
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PÁSSARO MARINHO

Manhã de maio, rosas pelo prado,

Gorjeios, pelas matas verdurosas

E a luz cantando o idílio de um noivado

Por entre as matas e por entre as rosas.

Uma toilette matinal que o alado

Corpo te enflora em graças vaporosas,

Mergulhas, como um pássaro rosado,

Nas cristalinas águas murmurosas.

Dás o bom dia ao Mar nesse mergulho

E das águas salgadas ao marulho

Sais, no esplendor dos límpidos espaços.

Trazes na carne um reflorir de vinhas,

Auroras, virgens músicas marinhas,

Acres aromas de algas e sargaços!

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