DORMINDO... A Poesia Interminável · Capítulo 14 de 192
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DORMINDO...

Pálida, bela, escultural, clorótica

Sobre o divã suavíssimo deitada,

Ela lembrava — a pálpebra cerrada —

Uma ilusão esplêndida de ótica.

A peregrina carnação das formas,

— O sensual e límpido contorno,

Tinham esse quê de avérnico e de morno,

Davam a Zola as mais corretas normas!...

Ela dormia como a Vênus casta

E a negra coma aveludada e basta

Lhe resvalava sobre o doce flanco...

Enquanto o luar — pela janela aberta —

— Como uma vaga exclamação — incerta

Entrava a flux — cascateado — branco!!...

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