NO CAMPO SANTO A Poesia Interminável · Capítulo 37 de 192
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NO CAMPO SANTO

Morreste no campo um dia,

Como uma flor desprezada.

Clareava a madrugada

Azul, vaporosa e fria.

Sobre a agreste serrania,

Numa ermida branqueada1

Por uma manhã doirada

Um sino repercutia.

Teu caixão, de camponesas

E camponeses seguido,

Desceu abaixo às devesas.

Ganhou o atalho comprido

De casas em correntezas

E entrou num campo florido.

1 Na coleção de manuscritos da Fundação Biblioteca Nacional, este verso está: “Numa ermida branqueada.”

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