Ultimo Crédo Eu · Capítulo 47 de 56
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Ultimo Crédo

Como ama o homem adúltero o adulterio

E o ebrio a garrafa toxica de rhum,

Amo o coveiro — este ladrão commum

Que arrasta a gente para o cemiterio!

E’ o transcendentalissimo mysterio!

E’ o nous, é o pneuma, é o ego sum qui sum,

E’ a morte, é esse damnado numero Um

Que matou Christo e que matou Tiberio!

Creio, como o philósopho mais crente,

Na generalidade decrescente

Com que a substancia cósmica evolúe.

Creio, perante a evolução immensa,

Que o homem universal de amanhã vença

O homem particular que eu hontem fui!

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