Horas Vivas Crisálidas · Capítulo 23 de 32
Obra Menu

Horas Vivas

Horas Vivas No Álbum Da Exma. Sra. D. C. F. De Seixas (1864)

Noite: abrem-se as flores... Que esplendores! Cíntia sonha amores Pelo céu. Tênues as 23 neblinas Às campinas Descem das colinas, Como um véu.

Mãos em mãos travadas, Animadas, Vão aquelas fadas Pelo ar; Soltos os cabelos, Em novelos, Puros, louros, belos, A voar.

- “Homem, nos teus dias Que agonias, Sonhos, utopias, Ambições; Vivas e fagueiras, As primeiras, Como as derradeiras Ilusões!

- Quantas, quantas vidas Vão perdidas, Pombas mal feridas Pelo mal!

Anos após anos, Tão insanos, Vêm os desenganos Afinal.

- “Dorme: se os pesares Repousares, Vês? - por estes ares Vamos rir; Mortas, não; festivas, E lascivas, Somos – horas vivas De dormir!" –

1/1
Menu